sábado, 31 de dezembro de 2011

Você já se perguntou...

...O que marca o nosso tempo aqui? Já se perguntou se uma vida pode realmente ter um impacto no mundo? Ou se as escolhas que fazemos importam? Eu acredito que sim e acredito que uma pessoa pode mudar muitas vidas para o melhor, ou para o pior.
não preciso dizer mais nada, ou ainda preciso ?

frases soltas

às vezes...

Me sinto cada dia mais próxima de mim mesma, ás vezes me perco, ás vezes me encontro, ás vezes me esqueço.  Ás vezes me distraio, ás vezes me saboto, ás vezes me dou tempo. Ás vezes eu quero na hora, ás vezes deixo pra depois, ás vezes me pego acreditando no pra sempre... Mas ás vezes o pra sempre acaba, o depois parece distante e o agora é o que me resta. Eu sou assim como quem não quer nada, ás vezes distante, ás vezes próxima, ás vezes atenta, ás vezes dispersa, ás vezes sou inverno e ás vezes verão. E embora eu não seja a mesma o tempo todo, eu procuro ser constante, é por isso que ás vezes eu me cobro, ás vezes me puno, mas ás vezes eu simplesmente mudo de ideia. E eu sigo mesmo sem saber pra onde, ás vezes alegre, ás vezes triste, nesses "ás vezes" que ás vezes se repetem e ás vezes se acabam, achando que estou cada dia mais próxima de me encontrar, mas ás vezes, apenas ás vezes, eu tenho a impressão que continuo no mesmo lugar.

Nada é errado, se te faz feliz !

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

As pessoas...

que um dia já se importaram demais, são as mesmas pessoas que hoje não se importam mais. Cansaram de correr atrás de quem só foge, cansaram de cuidar de quem só quer se machucar, cansaram de tentar fazer a coisa certa, cansaram de serem boas em um mundo onde quem é frio e indiferente se torna interessante. Pessoas gostam do que não tem, do que é difícil. E tem algo mais difícil do que fazer uma pessoa se importar de novo?
E aí, quem vai ser o próximo a tentar me impressionar? 
 Valorize as pessoas que fazem você conseguir ser você mesma !










e se der errado ? Foda-se. Pelo menos você tentou !

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

sobre fins sem começos

No fundo eu sabia que aquilo não ia dar certo, eu sabia ainda que não quisesse saber que aquela situação que nos encontrávamos, aquela que nem mesmo um nome sabíamos dar, teria um fim. E só eu sei como me doía saber, sobre essas coisas que a gente acha que sabe, mas que no fundo a gente não sabe, apenas sente. E eu queria tanto me convencer que estava errada, queria tanto encontrar em seus olhos qualquer vestígio que me fizesse perder aquela certeza, que não era tão certa, mas que era tudo o que eu tinha naquele instante. E eu juro, eu juro que não me rendi assim tão facilmente, eu fui forte. Eu queria apenas acreditar nos momentos de felicidade, que eram tão raros porém tão intensos, eu queria poder acreditar nas promessas ainda não compridas e nos sonhos que cresciam para dentro de mim mesmo contra a minha vontade.  É... Eu  preferi achar que tudo aquilo era fruto da minha insegurança e do meu medo e que a qualquer momento algo de muito bom aconteceria feito um milagre e eu seria finalmente surpreendida. Mas a surpresa não veio... E não veio o sorriso, e se foi o a esperança, e TUDO, tudo, tudo, tudo que restou em mim foi aquela velha certeza que tão negligentemente eu ignorei.  Aaaah como me dói saber que eu sabia e fingia não saber, como me dói crer que eu poderia ter evitado todo esse envolvimento, toda essa dor. Afinal, existe loucura maior do que viver uma vida onde tudo o que você deseja é estar errado? Talvez tenha sim, talvez a minha maior loucura tenha sido acreditar que eu poderia ser feliz mesmo contra todas as evidências. Mas ao menos eu acreditei, eu vivi, eu quebrei a cara, eu sangrei, eu me permiti.  Eu estava consciente dos riscos, eu escolhi, eu não fui apenas conduzida por um momento, eu fui trilhando os caminhos mais tortuosos guiado por essa minha convicção de que eu posso e mereço SIM ser feliz, e eu serei. Sabe... Eu não queria que as coisas fossem assim, você me fez tão bem, me fez sonhar quando tudo o que eu queria era viver. E me dói imaginar o que poderíamos ser e constatar tudo aquilo que não somos. Me dói ver que a nossa história acabou antes mesmo de começar. Mas tudo bem, hoje eu pego a direita, você a esquerda, o caminho é longo e cheio de bifurcações, não me surpreenderia se numa delas a gente se esbarrasse de novo, desta vez, em uma situação mais favorável. Fica bem, até porque não faz sentido chorar o fim de algo que nem começou. Ai você me  pergunta com aquela carinha de filhote de cachorro que caiu da mudança: “E o que faz sentido nos terrenos dos sentimentos?”. Bom ... Nesses terrenos eu já não tenho tantas certezas, nunca tive.

“Talvez exista um fim para todo começo, mas hoje sei que não existe um começo para todo fim. Algumas coisas acabam antes mesmo de começarem”

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Quebra-cabeça

E eu que só queria reintegrar os pedaços do meu coração, e acabei descobrindo  que ele poderia se quebrar em pedaços ainda menores. os que me uni são os meus sonhos. Sem eles eu nada mais sou do que um quebra cabeça sem referencia com as peças espalhadas pela mesa. Remontar eu mesma pode levar tempo e exige paciência dos que se habilitam a vivenciar este jogo. Porque talvez falte em mim algumas peças que vieram de fábrica, como a esperança por exemplo...  Mas a vida sempre nos dá peças novas, não é mesmo? E é preciso estar atenta para isso, atenta para o novo, para essas coisas que passam e não voltam mais. Pois o nosso maior desafio não é completar a imagem igual a original (aquela da contra capa do jogo), e sim conseguir ser original com as peças que as vida nos dá.